Seg, 06 de Julho de 2015 17:49

Indústrias de vestuário fazem avaliação positiva da FFIC

Para empresas, crise na economia brasileira não deve abalar confiança do setor


Pavilhão da feira de fornecedores da indústria da confecção, em Maringá: união de expositores em torno do objetivo de fomentar negócios.

Se o fantasma da crise ronda o Brasil, não parece assombrar a região de Maringá. Ao menos, este é o pensamento das indústrias de vestuário presentes na primeira edição da Feira de Fornecedores da Indústria da Confecção (FFIC), realizado no último fim de semana de junho.

Segundo pólo da indústria têxtil e de confecções no país, Maringá conseguiu movimentar fabricantes de máquinas e indústrias de vestuário em torno do objetivo de fomentar negócios.

Em três dias, o evento reuniu cerca de 70 expositores e mais de 100 marcas em um esforço concentrado para alavancar o setor em um período de oscilação econômica. O resultado mereceu a avaliação positiva de empresas e de sindicatos da indústria.

“Este foi um evento vital para abreviar tempo e distância entre aqueles que ofertam e aqueles que buscam tecnologia setorial”, disse Cassio Dresch, diretor comercial da Diretriz, empresa promotora da FFIC.

Diretor da Megasis e do APL (Arranjo Produtivo Local), de Cianorte (PR), Oséias de Souza Gimenes afirmou que a feira foi uma excelente oportunidade para que a empresa, ligada ao gigante Grupo Gravataí, prospectasse novos clientes.

“Estamos em negociação e também agendamos visitas com indústrias de Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. A feira é importante por essa razão: porque encurta caminhos. De outra forma, levaríamos muito tempo para travar esse contato”.

Gerente de vendas da Z.Light, fabricante de refletores industriais com lâmpadas LED, Sidinei Ferrarez se disse surpreso com a boa recepção dos visitantes aos produtos da empresa. “Pudemos mostrar os diferenciais da Z.Light, e apresentar os lançamentos”. Mais do que isso, Ferrarez ouviu também uma grita geral contra os importados. “Produto estrangeiro nem sempre significa padrão de qualidade”, afirmou.

Para Jorge Merege Neto, gerente comercial da Enfesmak, de Blumenau, apesar da crise instalada no setor, é possível fazer uma boa avaliação da FFIC.

“Não podemos negar que conseguimos fazer alguns bons contatos e que é grande a possibilidade de participarmos novamente da próxima edição”.

As condições para a presença da Enfesmak e de outras indústrias de vestuário e confecção, na segunda edição do evento em 2017, já estão colocadas. Duas empresas de porte nacional renovaram contrato, confiantes na perspectiva de recuperação da economia nacional em curto e médio prazo.

“Há uma imagem errônea, que persiste até entre os governantes, de que a indústria da confecção só contrata costureiras, quando a cadeia produtiva é bem  maior. Abrange lavanderias, tinturarias, serviços de estamparia, serigrafia, bordados e uma série de atividades. Por isso nos unimos a esta iniciativa elogiável da FFIC”, disse Cassio Almeida, empresário e presidente do Sindvest, o sindicato da indústria do vestuário de Maringá.

A FFIC foi realizada entre os dias 25 e 27 de junho no Pavilhão Azul do Parque de Exposições de Maringá. Pólo da confecção na região Norte e Noroeste do Paraná, o município concentra 2.200 indústrias instaladas em 50 cidades. Juntas, elas produzem 8 milhões de peças de vestuário por mês, representam 600 grifes e geram 80 mil postos de trabalho. O faturamento é de R$ 2 bilhões anuais. Os dados são do Sindvest.