Qua, 24 de Junho de 2015 19:01

Segundo polo da indústria da confecção no país, Maringá inaugura evento do setor nesta quinta-feira

Cerca de 70 indústrias, representando mais de 100 marcas, estarão presentes à feira; objetivo é alavancar setor em ano de oscilação econômica


Pavilhão Azul do Parque de Exposições de Maringá, onde acontece a partir desta quinta-feira (25) a primeira edição da FFIC 2015: dinâmica do setor de confecção é geradora de emprego e renda.

DEPOIMENTOS


“A FFIC chega em um momento muito importante para demonstrar que a dinâmica do setor de confecção é geradora de emprego e renda. Há uma imagem errônea, que persiste até entre os governantes, de que a indústria da confecção só contrata costureiras, quando a cadeia produtiva é bem  maior. Abrange lavanderias, tinturarias, serviços de estamparia, serigrafia, bordados e uma série de atividades. Por isso nos unimos a esta iniciativa elogiável da FFIC. Porque precisamos gerar emprego para o país, desenvolver a indústria, sair do mundo da fantasia e ir para o prático. Gerar negócios é pagar conta. E quem paga conta é dinheiro, não boa vontade.”

Cassio Almeida
Presidente do Sindvest Maringá

“O que vamos ver em Maringá é uma feira que dará uma alavancada no processo de qualidade de produção, levando as empresas de nosso setor a um patamar de nível internacional. Nós, do Sinconfemar, estamos apoiando e levando a ideia, que já é realidade, a todas as empresas que queiram aumentar sua produção com qualidade, segurança e produtividade”, afirma ele.
Raul Erlon Candido
Presidente do Sinconfemar

“O que nós esperamos da FFIC é que traga novidades, principalmente em maquinário. Vivemos uma situação delicada no país e hoje é essencial modernizar o parque fabril. Em outras economias, o governo cria incentivos para que as indústrias se renovem. No Brasil, cobra-se imposto. Vivemos dias bicudos e a feira de negócios abre a possibilidade para que encontremos saídas tecnológicas viáveis para manter nossa produção e garantir empregos.”
Alexandre Graciano de Oliveira
Presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado do Paraná (Sivepar)

“A FFIC nos traz boas expectativas. Creio que os profissionais do setor estão ansiosos para visitar a feira e conhecer o que o mercado oferece em novidades, principalmente no setor de maquinário industrial. Apesar da crise, a indústria não pode esmorecer. Temos que confiar em uma melhora da economia e também em uma melhora do setor de vestuário.”
Wilson Becker
Presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Cianorte (Sinveste)


MARINGÁ, PR - Com a proposta de estimular novos negócios e consolidar parcerias, a primeira edição da Feira de Fornecedores da Indústria da Confecção (FFIC), deve reunir, a partir desta quinta-feira (25), as principais marcas da Região Sul do país em um esforço concentrado para alavancar o setor emum ano de oscilação econômica.

A decisão de realizar o evento em Maringá não ocorre por acaso. O município concentra o segundo polo da indústria têxtil e de confecções do país.

Para o presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest), Cassio Almeida, a troca de experiência proporcionada por uma feira de negócios do porte da FFIC deve ajudar a indústria nacional, e principalmente o setor da indústria de confecções, a se diferenciar e tornar-se mais competitivo.

“Há uma imagem errônea, que persiste até entre os governantes, de que a indústria da confecção só contrata costureiras, quando a cadeia produtiva é bem maior. Abrange lavanderias, tinturarias, serviços de estamparia, serigrafia, bordados e uma série de atividades. Por isso nos unimos a esta iniciativa elogiável da FFIC. Porque precisamos gerar emprego para o país, desenvolver a indústria, sair do mundo da fantasia e ir para o prático. Gerar negócios é pagar conta. E quem paga conta é dinheiro, não boa vontade.”

Os números falam a favor da indústria de vestuário de Maringá, que se tornou o epicentro de cerca de 50 municípios que constituem o parque fabril do setor. Juntos, eles representam 2.200 indústrias, que fabricam aproximadamente oito milhões de peças por mês, representam 600 grifes, geram 80 mil postos de trabalho direto e indireto, e faturam R$ 2 bilhões ao ano em vestuário e acessórios. Parte destes produtos, aliás, é comercializado nas 546 lojas dos shoppings atacadistas presentes na região, o que é mais um indicador do vigor econômico do pólo maringaense.

A realização da FFIC traduz essa cadeia produtiva e potencializa as perspectivas de negócio do setor, principalmente em momentos de crise, analisa Cassio Dresch, diretor comercial da Diretriz, empresa promotora do evento.

“Que outro evento, senão uma feira técnica direcionada exclusivamente para o fornecedor de equipamentos da indústria e para o comprador destes equipamentos, pode reunir, em um mesmo espaço, industriais e empresários interessados na obtenção de novos negócios e na busca de soluções tecnológicas?”

Entre as empresa presentes ao evento estão marcas de porte como a Imatec Máquinas, Enfesmak, IBG Botões, Paranatex, Itag, Linx, HI Etiquetas, F1 Suprimentos, Central Aviamento, Produtec, MAB Fortuna, Stamp World, Estamparia Confiança e Bracob, entre outras.

“Nossa expectativa é criar o cenário ideal para que os fornecedores da indústria encontrem nos potenciais compradores de seus produtos facilidades e inovações que atendam às necessidades técnicas de suas confecções”, diz Dresch.

Presidente do Sinconfemar(Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Maringá), Raul Erlon Candido, também reserva expectativas positivas para a primeira edição da FFIC.

“O que vamos ver em Maringá é uma feira que dará uma alavancada no processo de qualidade de produção, levando as empresas de nosso setor a um patamar de nível internacional. Nós, do Sinconfemar, estamos apoiando e levando a ideia, que já é realidade, a todas as empresas que queiram aumentar sua produção com qualidade, segurança e produtividade”, afirma ele.

Dados do Cadastro das Indústrias da Fiep, edição 2015, revela que as atividades de fabricação de produtos têxteis e confecção de artigos e acessórios de vestuário somam 6.059 unidades industriais. Destas, 30%  encontram-se localizadas no entorno da região de Maringá.

A FFIC será realizada de 25 a 27 de junho (quinta a sábado), no Pavilhão Azul do Parque de Exposições de Maringá. O horário é das 15 às 21h (10 às 16h no último dia). A Diretriz espera reunir 70 expositores e mais de 100 marcas para um público calculado em 10 mil pessoas nos três dias da feira. O perfil do visitante é o do profissional com poder de decisão – em sua maioria, diretores de empresa, gerentes, executivos, técnicos especializados e donos de confecções. Estão programadas cerca de 13 palestras durante a feira. A FFIC é um evento técnico, restrito a credenciados. Proibida a entrada de menores de 16 anos, mesmo acompanhados de seus responsáveis. Mais informações no site www.ffic.com.br.

NÚMEROS DA FEIRA

FFIC

  • 70 expositores
  • 100 marcas
  • 10 mil visitantes


INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO

  • 50 municípios na região de Maringá
  • 2.200 indústrias
  • 8 milhões de peças/mês
  • 600 grifes
  • 80 mil postos de trabalho
  • 2 bilhões de reais (faturamento/ano)
  • 546 lojas de vendas no atacado*

*somente em Maringá. Dados: Sindvest